A vida de Padre António Vieira

13 "13UTC" Novembro, 2006

  O tipo mais completo do pregador do século XVII é o padre Vieira, cuja personalidade se envolve nas intrigas diplomáticas para a defesa do trono de D. João IV ou para a deposição de D. Afonso VI da soberania a bem de seu irmão D. Pedro II. Nasceu em Lisboa em 6 de Fevereiro de 1608, acompanhando seus pais Cristóvão de Oliveira Ravasco e D. Maria de Azevedo para o Brasil em 1615; aí na cidade da Baía de Todos os Santos, entra aos oito anos para os estudos menores do Colégio dos Jesuítas. A sua vivacidade, não escapou àqueles pedagogos, entrando aos quinze anos no noviciado da Companhia de Jesus, fazendo passados dois anos votos solenes em 1625.
Maravilhados com a sua loquela, encarregaram-no do ensino da Retórica e pelas subtilezas formalistas confiaram-lhe o curso de teologia dogmática. Em 1641 voltou a Portugal na comissão que vinha declarar a D. João IV, que o Brasil aderira à restauração nacional, acompanhando D. Fernando de Mascarenhas, filho do governador geral. Vieira, já celebrado pelo seu extraordinário Sermão pregado em 1640 pelo triunfo contra os Holandeses, revelou-se em Lisboa um assombroso pregador e, deslumbrando a corte, entrou na intimidade do paço. D. João IV fê-lo seu conselheiro privado, comunicando-lhe a cifra secreta dos seus embaixadores, e confiou-lhe as missões mais reservadas.

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Nota Biográfica de Pde. António Vieira

13 "13UTC" Novembro, 2006

 

Cronologia Biográfica de Padre António Vieira.

         1608 – Nasce em Lisboa, na freguesia da Sé. Filho de Cristóvão Vieira Ravasco (escrivão oficial) e de Maria de Azevedo.

         1614 – Parte com os pais para o Brasil (Baia).

         1623 – Entra na Companhia de Jesus.

         1625 – Faz votos de noviço.

         1626 – Escreve o relatório anual da Companhia.

         1627 – Ensina retórica em Olinda.

         1634 – É ordenado padre e celebra a sua primeira missa.

         1638 – É nomeado professor de teologia no Colégio da Companhia de Jesus, na Baía.

         1640 – Prega o “Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal”

         1641 – Embarca para Lisboa para reafirmar o apoio do Brasil à coroa portuguesa. Entretanto torna-se conselheiro de D, João IV e prega na igreja de S. Roque, atraindo público cada vez mais numeroso, ao fazer do púlpito uma tribuna.

         1646 – Inicia a carreira de diplomata, desempenhando missões em Haia (cidade da Holanda), Paris, Londres e Roma.

         1649 – É criada, por sugestão sua, a Companhia das Índias Ocidentais para defesa das mercadorias dos ataques dos corsários holandeses.

         1652 – Regressa ao Maranhão com o objectivo de missionar e defender os índios.

         1654 – Uns dias antes de embarcar clandestinamente para Lisboa, profere o “Sermão de Sto. António aos peixes”.

         1659 – Escreve uma carta ao bispo do Japão, onde expõe a teoria do V império.

         1661 – Volta a embarcar para Lisboa

         1667 – É condenado a internamento e proibido de pregar pelo tribunal da inquisição.

         1669 – Desiludido com D. Pedro III, parte para Roma, onde alcança grande fama.

         1675 – Volta para Lisboa por ordem do rei (português), mas permanece afastado da política.

         1679 – Inicio da edição completa dos 15 volumes dos Sermões.

         1681 – Retira-se definitivamente para o Brasil.

         1682 – Primeira edição do “Sermão de Sto António”.

         1687 – Morre na Baía, com 89 anos.


A neologia

13 "13UTC" Novembro, 2006

A neologia resulta da necessidades linguísticas do domínio social cultural, cientifico e técnico para designar novas realidades e que conduzem, por isso, à criação, adaptação ou recuperação de algumas palavras e expressões já existentes ou não na língua.

A neologia pode dar-se ao nível da forma e do sentido:

 

a) Neologia formal – surge por meio de:

1. Derivação

2. Composição

3. Amálgama

4. Siglação

5. Abreviação (ex. foto, metro)

6. Redução (ex. store)

7. Estrangeirismo

8. Aportuguesamento

9. Acronímia

10. Onomatopeia

b) Neologia semântica – surge por meio de:

1. Derivação ou extensão semântica

2. Emprego figurado por metáfora (ex. «navegar na Internet»)

3. Antonomásia – figura de estilo que consiste na atribuição de um nome próprio por um epíteto (alcunha) ou por uma qualidade que define um ser

Nota:

O empréstimo pode ser interno ou externo.

Interno – corresponde ao processo de derivação semântica.


Início do portefólio

13 "13UTC" Novembro, 2006

Começará aqui o início do portefólio para a disciplina de Português, do aluno número 6 da turma 7 do 11º ano – Curso Tecnológico de Informática, ESPAV.

Este projecto irá, tal como acordado durante a aula, substituir o tradicional portefólio que realizamos para a disciplina.

Irei, sempre que possível, adicionar informações relevantes e disponíveis ao portefólio de modo a que este fique mais completo.